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25/05/2010
Estudos recentes indicaram que mais de 50% dos atletas profissionais têm alterações benignas no coração, que somente são identificadas com avaliações cardiológicas completas, introduzidas no esporte profissional em 1987, a partir de pressões da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. A entidade, criada em 1939, atua em todo o país com o objetivo de estabelecer condições adequadas à prática de exercícios e esportes por parte de atletas e população em geral. “O médico do esporte realiza uma avaliação médico-funcional, acompanha a saúde integral e realiza o controle fisiológico das pessoas”, disse o Dr. Félix Drummond – que já atuou em clubes como Grêmio (1985-1986), Inter (1988-2001) e Ulbra – (2001-2009) e hoje desenvolve suas atividades no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre/RS. Exames completos em atletas visam evitar a morte súbita, como a do jogador Serginho, em 2004. “Embora tenha mais repercussão, a morte súbita é menos comum do que por sedentarismo: duas em cada 100 mil casos”, enfatiza. A Medicina do Esporte define os tipos de atividades que a pessoa pode fazer, estabelece as condições prejudiciais ou restritivas, define a predisposição a lesões, realiza a triagem por morte súbita cardíaca, define predisposição de performance e estabelece a precisão de treino. Desde 2004, o Ministério da Saúde mantém um grupo de especialistas voltado a este fim. Segundo o Dr. Drummond, a avaliação clínica pode detectar 75% das afecções cardíacas. Em todo o País, existem instituições especializadas em detecção e reabilitação cardíaca, entre elas o Hospital Mãe de Deus, que oferece a especialidade há 37 anos. Os cuidados com a doença vêm mudando radicalmente. Na década de 1950, a indicação era de que portadores de problemas cardíacos tinham que ficar em repouso absoluto. Hoje, ao contrário, recomenda-se a prática regular de exercícios com acompanhamento médico. No âmbito das lesões músculo-esqueléticas, as mais frequentes em atletas profissionais ocorrem nos membros inferiores, e o calçado é um dos fatores de risco. Por isso, a biomecânica é essencial para ajudar a previni-las. O joelho é a parte atingida em 24% dos casos e a coxa, em 20% deles. “A área lesada apresenta temperatura mais alta do que a normal”, explica o especialista. Conforme ele, no futebol profissional, 57% dos casos implicam em afastamento de até sete dias e maior parte dos atletas que sofre lesão atua na defesa (32% dos casos). Dois tipos de fatores são responsáveis pelas lesões. De um lado, os intrínsecos: idade, sexo, composição corporal e força muscular. De outro, os extrínsecos: volume, intensidade e mortalidade súbita de método, competições regulares, superfície de jogo, equipamento inadequado e meio ambiente. O tratamento e a reabilitação de lesões possuem diversas fases, cada uma das quais com determinados critérios. O diagnóstico, primeira fase, deve ser ágil e eficiente. O tratamento, segunda fase, deve ser imediato e ostensivo, enquanto a reabilitação precisa ser ágil, ter mobilidade e ser evolutiva. A manutenção, fase final, deve ter como foco contornar a dor e eventuais dificuldades.
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