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09/09/2009
O
design e a moda brasileira fizeram sucesso na última edição
da mostra francesa Première Classe, que aconteceu na última semana
em Paris. A mistura de cores, couros exóticos, materiais inusitados, saltos
esculturais e uma grande variedade de construções foi a receita
para este sucesso.
A qualidade dos compradores, focados em produtos de altíssimo valor agregado, reafirma que o Brasil está ampliando cada vez mais seu potencial criativo. A estilista de calçados Sarah Chofakian (São Paulo/SP) ficou satisfeita com a qualidade dos pedidos. “Fiz uma negociação com um comprador russo de uma loja muito bem conceituada e fico feliz por ter meu produto neste mercado”, diz a empresária, que destaca ter feito também novos clientes na Itália e Japão, além de concretizar vários negócios com a França. A mesma satisfação é compartilhada pela designer de bolsas Irá Salles (Salvador/Bahia), que abriu novos clientes na Áustria, Inglaterra e Grécia. Sem contar os pedidos de compradores mais antigos, com destaque para um distribuidor japonês, cuja expectativa é de concretizar a venda de volumes expressivos. “A feira foi excelente, com estande sempre movimentado”. A CC Como (Campo Bom/RS), que participou pela primeira vez, conquistou 11 novos clientes até a metade deste domingo. A marca está iniciando o trabalho de exportação para o mercado europeu. Segundo informações da Abicalçados, as marcas brasileiras fizeram cerca de 260 contatos durante a feria, e somaram US$ 330 mil em negócios nos quatro dias de evento, com expectativa de US$ 900 mil para os próximos 12 meses. Elas participaram com o apoio do Brazilian Footwear – Programa de Apoio às Exportações de Calçados, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Acredita-se que a Première Classe tenha recebido cerca de 50 mil visitantes. Durante os quatro dias, o público pôde conferir os lançamentos de 470 coleções, sendo que 48% dos expositores eram da França, e o restante divididos em outros 30 países, entre eles Brasil, Espanha, Grã Bretanha e Japão. |
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