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23/07/2010
Temporary store e green retailing são destaque em palestra em Milão


A evolução do varejo fashion e as novas fórmulas de venda - da temporary store ao travel e green retailing, até o e-commerce – foram objetos de um encontro organizado por Suitex International em Milão, em 16 de julho passado.

“Considerando que a loja continua sendo o local de encontro estratégico entre marca e consumidor, ao longo dos anos a sua função modificou-se na chamada economia do produto. Sua função era ser ponto de venda, depois se passou para a fase centrada na pesquisa de qualidade e tornou-se ponto de compra; agora prevalece a importância do shopping experience e, portanto, torna-se local de permanência”, explicou Francesca Zorzetto, docente de retail marketing e visual merchandising no Polimoda de Florença.

Segundo ela no âmbito das tendências atuais, a loja temporária é o fenômeno de varejo mais evidente. “É um instrumento adaptável, mas não serve para todos . E é indispensável deixar bem claro o objetivo para o qual ela é empregada: para testar o mercado, lançar um produto, vender etc., etc”.

Para Francesca Zorzetto, no futuro próximo as lojas temporárias tenderão a migrar das grandes cidades (onde deverá faltar o elemento novidade) para municípios menores. “Mas não é só isso, prossegue a docente, será usado também por empresas de porte médio em busca de parcerias. Será também empregado por outros setores, como os sites web que quiserem ‘se materializar’ a fim de encontrar seus usuários”.

Outra fórmula em forte expansão é o travel retailing tanto em aeroportos como em estações ferroviárias. Neste último caso são cerca de 700 milhões os trânsitos anuais de pessoas nas estações italianas.

“Não se deve também esquecer o green retailing. Aliás, a palavra de ordem é atenção ao ambiente, também graças ao fato que pela primeira vez desde quando existe o ser humano, o número de pessoas vivendo nas cidades superou o do campo”, destacou Zorzetto.

E-commerce
A palavra foi dada a Dante Vezzaro, marketing manager da Suitex International, que abordou o tema web retailing. “Na Itália o e-commerce está crescendo em importância embora represente somente 0,8% das vendas totais, em relação, por exemplo aos 10% da Grã Bretanha. Em 2009, o giro de negócios foi de 10 bilhões de euro (307 bilhões o business em toda a Europa). Especificamente, o B2C (Business to Consumer) vale 5,6 bilhões de euro; destes, 326 milhões referem-se ao vestuário: cifra que este ano deverá atingir 472 milhões de euro”. Neste âmbito aumenta também o fenômeno dos temporary outlets, com a característica de que se trata de vendas com desconto e limitadas no tempo”, destacou Vezzaro.

(por Cláudia Martini, Milão)



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